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Saúde

9 milhões de jovens devem se vacinar contra o sarampo em todo o Brasil

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Mais de 9 milhões de jovens com idade entre 20 e 29 anos são o público-alvo da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, estes adultos não foram vacinados contra a doença ou apresentam o esquema vacinal incompleto, que deve ser com duas doses da vacina.

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O estado que mais tem jovens que necessitam da tríplice viral é São Paulo — com grupo estimado de 2.766.968 —, seguido por Minas Gerais — com 1.412.123 — e pelo Rio de Janeiro — 1.173.708.

A campanha do sarampo faz parte das ações do Movimento Vacina Brasil e o dia D acontecerá no dia 30 de novembro, mesmo dia que a campanha se encerra. A faixa etária é a que acumula o maior número de casos confirmados de sarampo, de acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado no dia 12 de novembro.

“Nesta etapa, precisamos atingir uma faixa etária que dificilmente adoece e, consequentemente, não costuma visitar os postos de saúde. Então, a estratégia de vacinação também é diferente porque precisamos ir até essa população”, destaca o ministro interino da Saúde, João Gabbardo.

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“Solicitamos aos gestores que se articulem com escolas, universidades, comerciantes e promovam vacinação volante. Essa faixa etária é a maior responsável pela transmissão da doença e, para interromper a cadeia de transmissão de sarampo, precisamos atingir esse público”, completa o ministro.

O Ministério da Saúde enviou 5,2 milhões de doses extras da vacina tríplice viral aos estados em outubro. Além disso, há 2,3 milhões de doses, enviadas durante a primeira etapa da campanha, em estoque dos estados. Para novembro, está prevista a entrega de mais de 4 milhões de doses pelos fornecedores, que serão enviadas aos estados de acordo com a necessidade, totalizando 11,3 milhões de doses extras.

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Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, ainda é preciso esclarecer que há recomendações importantes às gestantes, que não podem tomar a vacina durante a gestação, mas que precisam se proteger antes de engravidarem.

“Caso a mulher esteja grávida ao tomar a vacina, a recomendação é que seja feito acompanhamento. O público de 20 a 29 anos comporta um grande número de mulheres em idade fértil e é importante que se vacinem, caso não estejam grávidas”, afirma.

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De janeiro deste ano a 26 de outubro, 10.429 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil. Até o momento, 14 mortes em decorrência da doença foram confirmadas.

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo aconteceu no período de 7 a 25 de outubro O objetivo era proteger as crianças de 6 meses a 5 anos, grupo mais vulnerável às complicações, sequelas e mortes.

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O Brasil atingiu a meta de vacinação de sarampo de 2019 com 97% de cobertura vacinal em crianças de até 1 ano, melhor cobertura vacinal dos últimos cinco anos, segundo o Ministério da Saúde. Dezesseis estados superaram o índice de 95% das crianças vacinadas. Outros 10 estados e o Distrito Federal ainda precisam buscar a meta para evitar a doença.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Como os produtos à base de Cannabis agem no organismo e como será a venda deles?

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Na terça-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou o registro de produtos  à base de maconha no Brasil. Com a decisão, que entra em vigor em 90 dias, os itens feitos com cannabis só poderão ser comercializados em farmácias e drogarias e vendidos aos pacientes sob prescrição médica.

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Neurologista explica como a Cannabis age no organismo humano; entenda também como será a prescrição médica

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Como a Cannabis age no organismo e quem será beneficiado?

A Cannabis tem mais de 100 ativos e, entre os mais conhecidos, estão o tetrahidrocanabinol (THC) e o Canabidiol (CBD), que são os principais componentes da folha da maconha, mas que atuam de forma diferente nas células do organismo. 

“Eles atuam em receptores (esquema chave e fechadura nas membranas das células nervosas) canabinóides que existem nos neurônios do encéfalo, como se fossem neurotransmissores, modulando, assim, a função cerebral”, diz Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo.  

Apesar de ambos atuarem através da ligação dos receptores, eles têm funções diferentes. “O CBD tem efeito sedativo, leve e a principal utilização tem sido nas epilepsias de difícil controle, que se tornam refratárias com a utilização de medicamentos convencionais”, aponta Mario Franco Netto, diretor técnico do Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira (PA), gerenciado pela Pró-Saúde.

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“Já existem muitas evidências de tratamento com o CBD. Porém, ainda não está completamente fechado do ponto de vista científico e, por isso, que essa utilização está sendo cada vez mais estudada. Mas os relatos de pessoas que o utilizam, principalmente em crianças ou adultos com essas crises convulsivas refratárias, tem sido impressionante como o uso melhora a condição desses pacientes”, destaca Netto.

Já o THC é o efeito conhecido quando a maconha é consumida in natura . “É a alteração  psicológica da pessoa naquele momento, do ponto de vista de consciência. Nos estudos, é também responsável pela dependência dos que a utilizam de forma recreativa. O THC é o componente que causa o vício, com alteração do sistema nervoso”, completa o diretor técnico. 

De forma geral, podemos dizer, conforme explica o neurocirurgião do Hospital das Clínicas, que o THC produz efeitos psicoativos e neurotóxicos em potencial. O CBD, por sua vez, apresenta propriedades antipsicóticas e estabilizadora dos neurônios, com efeito neuroprotetor, tendo o efeito positivo nos pacientes com difícil controle da epilepsia.

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Além da epilepsia, portadores de doença de Parkinson, autismo e dor crônica,  além de portadores de neuropatias e Alzheimer podem se beneficiar dos produtos à base de Cannabis.

Saiba como será a prescrição médica 

Ainda de acordo o órgão, somente o médico pode indicar qual o produto será usado e em qual tratamento. Além disso, os pacientes devem ser informados sobre o uso desses produtos. As regras para a prescrição do produto variam de acordo com a concentração de tetra-hidrocanabinol (THC). 

Segundo a Anvisa, nas formulações com concentração de THC menor que 0,2%, o produto deverá ser prescrito por meio de receituário tipo B, com numeração fornecida pela Vigilância Sanitária local e renovação de receita em até 60 dias.

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Os produtos com concentrações de THC superiores a 0,2%, por sua vez, só vão poder ser prescritos a pacientes terminais ou que tenham esgotado as alternativas terapêuticas de tratamento. Aqui, o receituário para prescrição será do tipo A, fornecido pela Vigilância Sanitária local.

Fonte: IG Saúde
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