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Como lidar com o luto e o medo diante da tragédia de Suzano?

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Na quarta-feira (13), dois homens invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil , na cidade de Suzano, região metropolitana de São Paulo, e atiraram contra alunos e funcionários. Logo após, se suicidaram. O ataque deixou cinco estudantes e dois colaboradores da escola mortos, além de um comerciante. O fato choca e assusta o país todo. Diante disso, como lidar com o luto e o medo?


Saber como lidar com o luto e o medo das crianças e adolescentes diante da tragédia de Suzano não é fácil
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Saber como lidar com o luto e o medo das crianças e adolescentes diante da tragédia de Suzano não é fácil

Não apenas aqueles que estavam na escola onde a tragédia aconteceu são afetados, mas também quem teve contato com as notícias e imagens do crime. Saber como lidar com o luto e o medo diante de uma situação como essa não é fácil, mas o apoio dos familiares é fundamental para que as crianças e adolescentes enfrentem o momento de forma menos traumática e consigam retomar a sua rotina após o luto.

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Como lidar com o luto?


Ouvir o que a criança e o adolescente tem a dizer é o primeiro passo para saber como lidar com o luto
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Ouvir o que a criança e o adolescente tem a dizer é o primeiro passo para saber como lidar com o luto

De acordo com a psicóloga Adriana Severine, especializada em psicologia positiva, a primeira coisa a se fazer é ouvir o que as crianças e adolescentes tem a dizer. “É preciso dar espaço para que possam conversar e contar o que estão sentido”, fala.

Na tentativa de impedir o sofrimento dos filhos, é comum que os pais procurem sempre fazer coisas positivas, como levar para passear ou até programar uma viagem. No entanto, esse não é o melhor caminho. A psicóloga explica que a dor não pode ser negada e o luto precisa ser vivido.

Para isso, respeite o tempo da criança e a deixe sentir as emoções. Porém, é preciso cuidado para que ela não se isole. Nesse sentido, é papel dos pais provocar a conversa e “puxar” o que ela está sentindo.

“Não espere ela te procurar, vá lá e procure ela para conversar, mas sem forçar. Esteja pronto para lidar com esse sentimento de luta e perda”, fala Adriana.

“Fale algo como: eu estou triste, imagino que você que convivia com esse amigo que morreu também está. Conta para mim como você está e como quer que eu te ajude”, sugere a psicóloga.

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Adriana também propõe que os pais estejam sempre presente e, se possível, até tirem alguns dias de folga ou férias do trabalho para poderem viver isso ao lado dos filhos.

A psicóloga explica que esse momento de luto costuma durar cerca de um mês, um mês e meio. “Ela vai ficar triste, com medo e assustada. Sentirá uma dor profunda e vai chorar o tempo todo”, comenta sobre os principais sintomas de crianças e adolescentes que estiveram próximos à tragédia de Suzano .  

Após esse período, é natural que o comportamento volte ao normal. Se isso não acontecer, é possível que o jovem esteja enfrentando um quadro de transtorno pós-traumático. Nesses casos, é fundamental que os adultos procurem um psicólogo para fazer uma avaliação e, se precisar, encaminhar para um psiquiatra.

O fato teve repercussão nacional e também é possível que outros jovens sejam afetados pela tragédia e também sintam o luto. Afinal, provavelmente tiveram acesso às notícias e até mesmo imagens e vídeos do que aconteceu dentro da escola.

No caso dessas crianças e adolescentes, a conversa com os adultos também se mostra importante para saber como lidar com o luto. Adriana aconselha que os próprios pais abordem o assunto com eles, sem esperar que os filhos os procurem. Muitas vezes, principalmente os adolescentes, evitam conversar com os pais sobre determinados temas. Mas o medo, as dúvidas e a angústia precisam ser trabalhados.

A psicóloga fala que a conversa não precisa ser algo formal e pesado, mas, sim, acontecer com naturalidade. Seja no carro ou durante uma refeição, pergunte se seu filho está sabendo o que aconteceu e como ele se sente diante de tudo isso. “Converse principalmente sobre os sentimentos, não só sobre os fatos”, orienta Adriana.

Ela ainda explica que o transtorno pós-traumático pode acontecer sem mesmo elas terem vivido a situação em questão. “São casos onde a empatia é tão grande que a criança ou o adolescente sente como se tivesse sofrido aquele trauma também”, fala. Da mesma forma, procurar ajuda profissional pode ser interessante.

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Medo de ir à escola


A melhor forma de saber como lidar com o luto e o medo de voltar à escola é se mostrar presente para o seu filho
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A melhor forma de saber como lidar com o luto e o medo de voltar à escola é se mostrar presente para o seu filho

Na próxima semana, os alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil voltarão às aulas. O momento não será fácil, nem para eles nem para os funcionários. Provavelmente, sentirão medo e até se recusarão voltar para aquele ambiente.

Para que o retorno seja menos traumático, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) vai fazer um plantão de atendimento a partir desta quinta-feira (14) para preparar psicologicamente as crianças e adolescentes para voltar à rotina. O serviço acontece no Parque Suzano.

Além dos serviços oferecidos pela prefeitura e outras instituições, os pais também podem contribuir para que a volta às aulas seja menos impactante. Adriana orienta os adultos mostrem aos jovens que esse foi um caso atípico e reforcem que a escola é um lugar seguro.

E essa ideia vale para estudantes de forma geral, que podem sentir medo de frequentar a escola de seu bairro depois de terem visto todas as notícias da tragédia em Suzano. 

 A psicóloga sugere que os pais ou qualquer outro responsável acompanhe os filhos até a porta da escola e fiquem ali por algum tempo, mostrando que estão disponíveis para ajudar se for necessário. E para aqueles que têm disponibilidade, estar ali quando os alunos saírem da aula. “Eles precisam dessa presença física dos pais para cuidar deles. São os pais que vão ajudá-los a retomar essa força e coragem de enfrentar o mundo”, fala.

O medo pode persistir por algum tempo e o jovem hesitar em voltar para a escola, chegando até a inventar desculpas para isso. Seja ele de Suzano ou não. Caso isso aconteça, os pais devem acolher esse medo e conversar para encontrar a melhor forma de fazer esse retorno. “Não dê bronca e nem chame de preguiçoso”, diz Adriana.

É fato que saber como lidar com o luto não é simples, mas com calma e acolhimento as famílias conseguirão retomar a sua rotina. E, lembre-se, não hesite em buscar ajuda profissional.

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Saiba como organizar o guarda-roupa e deixá-lo preparado para os dias frios

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O inverno já está se aproximando, mas em algumas regiões do País já é possível sentir os efeitos das temperaturas mais baixas. Diante disso, é hora de dar espaço para os casacos e as peças mais pesadas e deixar de lado as mais leves. Mas, afinal, você sabe como organizar o guarda-roupa para deixá-lo adequado para a troca de estação?

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mulher arrumando o guarda-roupa
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A personal organizer Carol Rosa ensina a como organizar o guarda-roupa e deixá-lo preparado para as baixas temperaturas

Para ensinar a como organizar o guarda-roupa nos dias mais frios, a reportagem do Delas conversou com a personal organizer Carol Rosa. A especialista traz algumas dicas para fazer uma inversão e deixar à vista malhas, calças e botas para facilitar na hora de sair de casa e não perder tempo procurando aquilo que você mais precisa.

O primeiro passo é colocar as peças de inverno que estavam guardadas há muito tempo para arejar antes de acomodá-las no armário. É preciso ter cuidado para escolher um local que seja fresco e sem exposição ao sol. “Se ainda assim o cheiro ruim persistir, é preciso lavar, seja na lavanderia ou em casa”, ressalta Carol.

Em seguida, é hora tirar da parte principal do armário peças como regatas, blusinhas, roupas muito finas, saias e shorts – ou seja, aquelas que não são usadas em um período mais frio. “O ideal é que essas roupas saiam do campo principal de visão e sejam acomodadas em packs, caixas ou até maleiros em uma parte mais embaixo do guarda-roupa”, recomenda Carol.

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Agora é hora de focar nas roupas de inverno . Deixe à mão blusas de meia manga, alguns cardigans, blusinhas de frio e jaquetas. Por outro lado, a recomendação é manter uma ou duas peças de calor para uma possível virada no tempo. É bom aproveitar os espaços que vão ficar disponíveis com vestidos de malha, calças de veludo ou camurça e botas.

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Já com as peças que serão colocadas no guarda-roupa separadas e o espaço liberado, é hora da arrumação. É importante ter cuidado para deixar tudo em ordem. A recomendação é dobrar as peças de malhas, mais pesadas, que, quando penduradas, podem danificar. As calças, por sua vez, podem ser acomodadas em cabides.

Como organizar sapatos? 


botas
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Os sapatos fechados e a botas ganham espaço nos dias mais frios e também devem participar da organização do armário

Os calçados de inverno ocupam mais espaço e, por isso, pode ser melhor colocar as sandálias ou plataformas em caixas próprias e que tenham respiro. Uma opção é acomodá-las embaixo da cama ou na parte mais alta do armário. “Esses sapatos são diferentes dos de festa, por exemplo, que você pode, eventualmente, usar em qualquer estação”, explica a personal.

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Para organizar os sapatos , as botas, por exemplo, podem ser colocadas deitadas na sapateira ou, se houver espaço para ficarem de pé, mantidas dessa forma, com preenchimentos próprios dentro do calçado para não abalar a estrutura. Depois que usá-las, evite guardá-las no armário logo em seguida. Antes, é recomendável limpá-las. 

“Limpe a sola com um pano úmido e deixe-a de um dia para o outro em um ambiente fresco, para que a transpiração dos pés seque por completo. Para fazer a limpeza de couro e camurça, compre produtos específicos para esses materiais. Para os de couro sintético, use um pano úmido e bem torcido. E para tirar as manchas mais difíceis, use sabão neutro”, ensina Carol. 

Cuidados com as peças que vão ficar guardadas 

A última dica é o cuidado com o que será guardado. De acordo com Carol, tudo deve ser lavado antes de vedado. Depois, é possível colocar as roupas de verão em caixas de tecido, malas ou na parte mais alta do armário. Mas, é importante que, independentemente do local, tudo seja embalado em saco de TNT ou plástico a vácuo.

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Também vale deixar um antimofo junto às roupas e até aos sapatos para protegê-los. Para finalizar, Carol chama a atenção para os trajes de praia. “É muito importante que eles estejam extremamente limpos quando forem guardados ou corre o risco de ficarem amarelados ou com o elástico esgarçado ao longo do tempo”, conclui.  

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